domingo, 4 de setembro de 2011

Há tanta coisa que eu queria dizer...

Meu bolso, se é que posso chamá-lo assim... Tenho a ligeira impressão que esta parte de minha indumentária não me pertence... Acho que o bolso é terra de ninguém... Ou, quem sabe?  Terra de todos, digo, todos mesmo... Todos os políticos, todas financeiras de cartões de crédito, todos os bancos, todos os supermercados, todas as companhias de telefonia, todas as fornecedoras de energia, todas as empresas de ônibus, todas as farmácias, a Receita Federal (no Brasil salário é renda), o INSS, a CPMF (que parece uma Fênix), o IOF, o ISS, ICMS, e tantas outras “sopas de letras” que só fazem usurpar nossos bolsos (será que são nossos mesmo)... Esta tributação oficial e maléfica que faz com que, em nosso país, os pobres paguem mais impostos que os ricos é sempre lembrada e cantada em prosa e versos por políticos em anos eleitorais... Apenas isso, lembrada e cantada, nunca resolvida...e nunca será...é de nossos impostos que saem as quantias que mantém toda “essa droga que já vem malhada antes de eu nascer” (Cazuza)...Nosso País é rico, porém é mal administrado...os interesses de poucos prevalecem em detrimento da necessidade de muitos...é triste constatar que “quem me deu a idéia, de uma nova consciência e juventude. Está em casa, guardado por Deus, contando vil metal” (Belchior)...o oprimido de hoje é o opressor de amanhã, mas o opressor de ontem nunca será o oprimido de hoje...pelo menos no campo político...não há direita ou esquerda...há, apenas sede de poder...E o bolso, bem o bolso eu não sei, mas apesar de tudo isso “o pulso ainda pulsa” (Arnaldo Antunes).