sábado, 17 de dezembro de 2011
Alguns Biscoitos e uma frase infeliz...
"Pelo menos eu como a comida dos Oficiais"...Em algum dia, de algum mês, do ano de 1989, eu ouvi estas palavras da boca de um soldado, como eu então...Creio que aquele momento despertou em mim o valor, o peso e a importância das palavras...aquela frase "caiu quadrada" em meus ouvidos...Pensei em responder de maneira um tanto deselegante, mas apenas calei pois a expressão me pareceu de uma estupidez tão inocente que não haveria maneira de responder...A Cena: um "bando" de soldados que formavam uma pretensa banda tipo fanfarra, discutiam detalhes da próxima formatura de sexta-feira...Abri um pacote de biscoitos, retirei alguns e passei o pacote adiante...O pacote girou nas mãos de quase todos...Quando chegou as mãos do soldado em questão, já estava vazio...Ele ficou com raiva e ao demostrar isso foi sacaneado por alguns....sua resposta foi "Pelo menos eu como a comida dos Oficiais"...Ele era "Pé de Banha" cassineiro dos Oficiais, por este motivo não comia juntos com os demais soldados...falou isso saiu da sala da banda e nunca mais voltou...alguns biscoitos e uma frase infeliz...
sábado, 3 de dezembro de 2011
Começar...Acabar...
Começei a acordar, mas parece que ainda não dormi
Começei a sorrir, mas parece que chorei
Começei a me vestir, mas parece que não estava nu
Comecei a chegar, mas parece que não estou aqui
Comecei a ganhar, mas parece que nem joguei
Acabei de acordar, mas parece que ainda durmo
Acabei de sorrir, mas parece que ainda choro
Acabei de me vestir, mas parece que ainda estou nu
Acabei de chegar, mas parece que ainda não parti
Acabei de ganhar, mas parece que perdi
Começei, acabei e nem sei...
Começei a sorrir, mas parece que chorei
Começei a me vestir, mas parece que não estava nu
Comecei a chegar, mas parece que não estou aqui
Comecei a ganhar, mas parece que nem joguei
Acabei de acordar, mas parece que ainda durmo
Acabei de sorrir, mas parece que ainda choro
Acabei de me vestir, mas parece que ainda estou nu
Acabei de chegar, mas parece que ainda não parti
Acabei de ganhar, mas parece que perdi
Começei, acabei e nem sei...
domingo, 4 de setembro de 2011
Há tanta coisa que eu queria dizer...
Meu bolso, se é que posso chamá-lo assim... Tenho a ligeira impressão que esta parte de minha indumentária não me pertence... Acho que o bolso é terra de ninguém... Ou, quem sabe? Terra de todos, digo, todos mesmo... Todos os políticos, todas financeiras de cartões de crédito, todos os bancos, todos os supermercados, todas as companhias de telefonia, todas as fornecedoras de energia, todas as empresas de ônibus, todas as farmácias, a Receita Federal (no Brasil salário é renda), o INSS, a CPMF (que parece uma Fênix), o IOF, o ISS, ICMS, e tantas outras “sopas de letras” que só fazem usurpar nossos bolsos (será que são nossos mesmo)... Esta tributação oficial e maléfica que faz com que, em nosso país, os pobres paguem mais impostos que os ricos é sempre lembrada e cantada em prosa e versos por políticos em anos eleitorais... Apenas isso, lembrada e cantada, nunca resolvida...e nunca será...é de nossos impostos que saem as quantias que mantém toda “essa droga que já vem malhada antes de eu nascer” (Cazuza)...Nosso País é rico, porém é mal administrado...os interesses de poucos prevalecem em detrimento da necessidade de muitos...é triste constatar que “quem me deu a idéia, de uma nova consciência e juventude. Está em casa, guardado por Deus, contando vil metal” (Belchior)...o oprimido de hoje é o opressor de amanhã, mas o opressor de ontem nunca será o oprimido de hoje...pelo menos no campo político...não há direita ou esquerda...há, apenas sede de poder...E o bolso, bem o bolso eu não sei, mas apesar de tudo isso “o pulso ainda pulsa” (Arnaldo Antunes).
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Música e Letra
Música, segundo definição de "Paschoal Bona", é a arte de manisfestarmos os diversos afetos de nossa alma mediante o som...afeto, segundo Aurélio Buarque de Holanda, pode significar amizade, amor, afeição...alma, segundo, também, o mesmo Aurélio: principio espiritual do homem concebido como separável do corpo imortal...som, olha o Aurélio aí novamente: fenômeno acústico...
Letra, me ajude Aurélio, cada um dos sinais gráficos elementares correspondentes aos diversos sons de uma língua...apesar de não ser um grande apreciador de convenções tenho de admitir que ela impõe uma certa lógica ao Caos, põe um certa disciplina num processo criativo...logo, me permito tomar a definição de Música descrita acima como uma convenção...essa escolha me permite também expor a ácidez, inevitável com que analiso e avalio o que andam produzindo por aí...que saudades dos tempos quem não existiam Músicas acéfalas...tempo sem eguinhas pocótos...reboletions...e coisas afins...tempo este em que um compositor era exatamente isto: compositor...leia e inspire-se: "Vem a mim oh Música! Vem no ar. Ouve de ondes estás a minha súplica! Que eu bem sei talvez não seja a única...!" Salve: Paulo Cezar Pinheiro!
Letra, me ajude Aurélio, cada um dos sinais gráficos elementares correspondentes aos diversos sons de uma língua...apesar de não ser um grande apreciador de convenções tenho de admitir que ela impõe uma certa lógica ao Caos, põe um certa disciplina num processo criativo...logo, me permito tomar a definição de Música descrita acima como uma convenção...essa escolha me permite também expor a ácidez, inevitável com que analiso e avalio o que andam produzindo por aí...que saudades dos tempos quem não existiam Músicas acéfalas...tempo sem eguinhas pocótos...reboletions...e coisas afins...tempo este em que um compositor era exatamente isto: compositor...leia e inspire-se: "Vem a mim oh Música! Vem no ar. Ouve de ondes estás a minha súplica! Que eu bem sei talvez não seja a única...!" Salve: Paulo Cezar Pinheiro!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Perdeu Playboy!?
Depois de um dia daqueles, onde a Lei me Murphi predominou...após 10 horas de trabalho, mais 2 horas de engarrafamento para conseguir chegar a tempo na faculdade e fazer a prova de Cálculo 3...mais hora e meia lutando com integrais e derivadas...finalmente chego ao estacionamento, entro no meu possante, financiando no leasing em 60 meses, afrouxo o cadarço do tênis que comprei semana passada em seis vezes cartão, ligo o carro já pensando na volta prá casa...no caminho ligo o DVD comprado numa promoção em 12 vezes no cartão, e sigo curtindo o som e algumas imagens...um pequeno resumo dos problemas enfrentados no decorrer do dia, emergem na mente espontâneamente...viajo nestas divagações...penso nas 42 prestações restantes do carro, na mensalidade da faculdade que já vai vencer, no condomínio que já venceu, no financiamento da casa que está mais atrasado ainda...desligo o ar condicionado e baixo o vidro para arejar as idéias...o sinal muda para amarelo a minha frente...vou reduzindo lentamente até parar próximo a faixa de pedestres...não sei de onde surge, de tão rápido que é, um elemento com uma pistola apontada na direção de minha cabeça...nervoso aos berros ele anuncia: Perdeu Playboy! O estampido do tiro e a escuridão que se seguiu não permitiram que eu respondesse a anunciação...gostaria de poder ter dito num tom bem sereno: Playboy? Acordo às 05:30h de segunda a sábado, trabalho mais de 60 horas por semana, estudo mais de 24 horas por semana, durmo menos de 5 horas por dia...sou um assalariado diferenciado por ser também um eterno estudante...como Você formulou este conceito a meu respeito...? Como diz um trecho do Samba de Silvio da Silva, cantado por Zeca Pagodinho: "Pago tudo que consumo com o suor do meu emprego"...o mercado está ávido por profissionais como eu...Você também poder ser um...infelizmente não tive a oportunidade de dizer isto...não sei qual era a história de vida dele, mas ele interrompeu a minha...
Infelizmente, esta eu não vou conseguir comparar...
Infelizmente, esta eu não vou conseguir comparar...
Prazer em conhecê-lo!
Sou um grande apreciador de leituras...leio um pouco de tudo...de bulas de remédios a livros didáticos, clássicos da literatura nacional e internacional, manuais técnicos, post, artigos, revistas, jornais...não leio o tanto quanto gostaria, mas, ainda chego lá...atualmente estou relendo "O afeto que se encerra" do falecido jornalista Paulo Francis...e foi justamente da releitura deste livro - abro um parentêses - " li este livro em janeiro próximo passado (jan/2011), ganhei de presente no amigo oculto da trabalho" - fecho parentêses - continuando...a releitura deste livro me despertou uma idéia antiga de começar a escrever...não sou nenhum grande conhecedor das palavras, mas sou um amante e sendo amante vou procurar não magoá-las e nem a quem, por ventura, ou desventura, venha ler estas mal traçadas linhas...viva a internet!
Além de leitor apaixonado, sou um observador nato, bom pelo menos eu acho, e nas minhas observações fatalmente caio na armadilha da comparação...digo armadilha pois depois que caio não é fácil sair...voltando ao livro do Paulo Francis, achei incrível o fato relatado por ele: o mais distante que foi dentro da "cidade do Rio de Janeiro" foi ao bairro da Penha ( no subúrbio na zona da Leopodina, 31KM distante da Vieira Souto, segundo o Google Maps), e achou o fim do mundo...este é o segundo livro que leio do Paulo Francis (o primeiro foi " As Filhas do Segundo Sexo")...não conheço bem sua obra e trajetória, mas pelo li neste livro me dou o direito de enquadrá-lo na categoria de habitante da "Cidade do Rio de Janeiro" que parece crer que o mundo acaba do outro lado do Túnel Rebouças...alguma Agremiação do Samba, não me lembro qual, fez um carnaval sobre este tema, se estiver errado, que me perdoem...e por este motivo caio na armadilha da comparação...num livro de memórias temos a oportunidade de ver particularidades do autor...conseguimos enxergar um pouco do lado humano...porque enquanto humanos somos todos iguais...não adianta reclamar...independente da posição que você ocupe na pirâmide da estratificação social...Você terá as mesmas necessidades fisiológicas, estará sujeito as mesmas dores, paixões, perdas...enfim ser humano é ser humano, mesmo não agindo com humanidade...voltando à armadilha...porque será que quem está na base da Pirâmide, consegue enxergar quem está no topo e desejar chegar lá, porém quem está no topo não faz nem idéia que exista uma base e logo não consegue nem imaginar o que acontece lá! E olha que aqui no Rio não é necessário, sair da Zona Sul para ver e enxergar: Probreza, Miséria...e outras Mazelas produzidas por Nossa Sociedade...
Muito Prazer em Conhecê-lo! Me Chamo José Carlos Bento, tenho 40 anos, Sou Técnico em Mecânica, Moro na região de Jacarepágua, na zona Oeste do Rio de Janeiro. E estou tentando colocar idéias no papel.
Além de leitor apaixonado, sou um observador nato, bom pelo menos eu acho, e nas minhas observações fatalmente caio na armadilha da comparação...digo armadilha pois depois que caio não é fácil sair...voltando ao livro do Paulo Francis, achei incrível o fato relatado por ele: o mais distante que foi dentro da "cidade do Rio de Janeiro" foi ao bairro da Penha ( no subúrbio na zona da Leopodina, 31KM distante da Vieira Souto, segundo o Google Maps), e achou o fim do mundo...este é o segundo livro que leio do Paulo Francis (o primeiro foi " As Filhas do Segundo Sexo")...não conheço bem sua obra e trajetória, mas pelo li neste livro me dou o direito de enquadrá-lo na categoria de habitante da "Cidade do Rio de Janeiro" que parece crer que o mundo acaba do outro lado do Túnel Rebouças...alguma Agremiação do Samba, não me lembro qual, fez um carnaval sobre este tema, se estiver errado, que me perdoem...e por este motivo caio na armadilha da comparação...num livro de memórias temos a oportunidade de ver particularidades do autor...conseguimos enxergar um pouco do lado humano...porque enquanto humanos somos todos iguais...não adianta reclamar...independente da posição que você ocupe na pirâmide da estratificação social...Você terá as mesmas necessidades fisiológicas, estará sujeito as mesmas dores, paixões, perdas...enfim ser humano é ser humano, mesmo não agindo com humanidade...voltando à armadilha...porque será que quem está na base da Pirâmide, consegue enxergar quem está no topo e desejar chegar lá, porém quem está no topo não faz nem idéia que exista uma base e logo não consegue nem imaginar o que acontece lá! E olha que aqui no Rio não é necessário, sair da Zona Sul para ver e enxergar: Probreza, Miséria...e outras Mazelas produzidas por Nossa Sociedade...
Muito Prazer em Conhecê-lo! Me Chamo José Carlos Bento, tenho 40 anos, Sou Técnico em Mecânica, Moro na região de Jacarepágua, na zona Oeste do Rio de Janeiro. E estou tentando colocar idéias no papel.
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