sexta-feira, 17 de junho de 2011

Prazer em conhecê-lo!

Sou um grande apreciador de leituras...leio um pouco de tudo...de bulas de remédios a livros didáticos, clássicos da literatura nacional e internacional, manuais técnicos, post, artigos, revistas, jornais...não leio o tanto quanto gostaria, mas, ainda chego lá...atualmente estou relendo "O afeto que se encerra" do falecido jornalista Paulo Francis...e foi justamente da releitura deste livro - abro um parentêses - " li este livro em janeiro próximo passado (jan/2011), ganhei de presente no amigo oculto da trabalho" - fecho parentêses - continuando...a releitura deste livro me despertou uma idéia antiga de começar a escrever...não sou nenhum grande conhecedor das palavras, mas sou um amante e sendo amante  vou procurar não magoá-las e nem a quem, por ventura, ou desventura, venha ler estas mal traçadas linhas...viva a internet!
Além de leitor apaixonado, sou um observador nato, bom pelo menos eu acho, e nas minhas observações fatalmente caio na armadilha da comparação...digo armadilha pois depois que caio não é fácil sair...voltando ao livro do Paulo Francis, achei incrível o fato relatado por ele: o mais distante que foi dentro da "cidade do Rio de Janeiro" foi ao bairro da Penha ( no subúrbio na zona da Leopodina, 31KM distante da Vieira Souto, segundo o Google Maps), e achou o fim do mundo...este é o segundo livro que leio do Paulo Francis (o primeiro foi " As Filhas do Segundo Sexo")...não conheço bem sua obra e trajetória, mas pelo li neste livro me dou o direito de enquadrá-lo na categoria de habitante da "Cidade do Rio de Janeiro" que parece crer que o mundo acaba do outro lado do Túnel Rebouças...alguma Agremiação do Samba, não me lembro qual,  fez um carnaval sobre este tema, se estiver errado, que me perdoem...e por este motivo caio na armadilha da comparação...num livro de memórias temos a oportunidade de ver particularidades do autor...conseguimos enxergar um pouco do lado humano...porque enquanto humanos somos todos iguais...não adianta reclamar...independente da posição que você ocupe na pirâmide da estratificação social...Você terá as mesmas necessidades fisiológicas, estará sujeito as mesmas dores, paixões, perdas...enfim ser humano é ser humano, mesmo não agindo com humanidade...voltando à armadilha...porque será que quem está na base da Pirâmide, consegue enxergar quem está no topo e desejar chegar lá, porém quem está no topo não faz nem idéia que exista uma base e logo não consegue nem imaginar o que acontece lá! E olha que aqui no Rio não é necessário, sair da Zona Sul para ver e enxergar: Probreza, Miséria...e outras Mazelas produzidas por Nossa Sociedade...
Muito Prazer em Conhecê-lo! Me Chamo José Carlos Bento, tenho 40 anos,  Sou Técnico em Mecânica, Moro na região de Jacarepágua, na zona Oeste do Rio de Janeiro. E estou tentando colocar idéias no papel.

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